VIDA CRISTÃ: De líder para líder (parte 1)

             

“Então jubilou todo o povo, e disse: Viva o rei!” (1Sm 10.24b.)
A palavra “líder” soa atraente aos ouvidos de algumas pessoas, pois carrega uma aura que figura status e poder. Como filhos de Deus, sabemos que não devemos buscar nada que Ele não tenha para nós. Liderança no Reino começa numa escolha de Deus e se consuma na disposição do homem (Is 6). Sem isso a caminhada pode ser cansativa demais e sem resultados.

Após vários anos liderando, aprendi que um chamado não deve ser visto apenas pela ótica lúdica e poética. No pacote da unção vêm afrontas, perseguições, fases ruins e inférteis que provam e moldam nosso caráter e também as nossas próprias fraquezas e conflitos. Não são poucas as vezes em que vamos pensar em desistir. Mas assim como oramos para decidir aceitar ou não uma posição, igualmente não podemos deixar um posto sem receber direção do Senhor a respeito.

Gostaria de compartilhar com você alguns ensinamentos sobre liderança, para que suas forças sejam renovadas e você não desista do chamado do Senhor para a sua vida. A não ser que Ele mesmo te direcione a um trabalho diferente no Reino ou a um período de descanso.

Os capítulos 8 a 10 do livro de 1 Samuel relatam o episódio da eleição, unção e estabelecimento do primeiro rei de Israel: SAUL. Sabemos que Saul pecou mais adiante, mas isso não invalida todo o processo inicial de Deus na vida dele. O fato de ele ter caído depois, não significa que não foi um dia escolhido de Deus. Nesse primeiro artigo vamos aprender com Saul sobre o ambiente ao redor do líder e como lidar com a opinião das pessoas.

Já no primeiro dia de seu reinado, ele teve de lidar com três diferentes manifestações ao seu redor. Três diferentes opiniões e posturas de seus súditos.

A primeira delas foi a ovação. Samuel o apresenta e a massa do povo vibra e o exalta com brados de “Viva o rei” (1Sm 10.24a). Quando o agir de Deus começa a ser reconhecido na nossa vida, a princípio muitos vêm nos elogiar e bajular. É um apoio momentâneo, emocional e pouco confiável. Um líder não pode se envaidecer com esse tipo de glória. Lembremos de Jesus. O mesmo povo que o recebeu com palmeiras e hosanas num dia votou pela sua crucificação pouquíssimo tempo depois. O texto não relata nenhuma reação de Saul a esse louvor do povo. Como ele, não devemos nunca nos alicerçar nas massas.

A segunda manifestação foi muito interessante. Samuel despede o povo para casa e Saul também se vai. O verso 26 de 1Sm 10 diz que: “[…] foram com ele do exército aqueles cujos corações Deus tocara.” No meio dos liderados sempre haverá aquele pequeno grupo com quem realmente poderemos contar. Os amigos mais chegados que um irmão. Talvez uma ou duas pessoas apenas. Não importa. São pessoas especiais, em cujos corações Deus planta um amor pela vida do líder e um desejo de servi-lo e ampará-lo. Será que você pode reconhecer ao seu redor alguém assim? Alguém que sempre se preocupa com você, ora por você e te ajuda em seus projetos? Louve a Deus por essas vidas agora mesmo!

A terceira manifestação foi bem desagradável: “Mas os filhos de Belial disseram: É este o que nos há de livrar? E o desprezaram, e não lhe trouxeram presentes; porém ele se fez como surdo.” (1Sm 10.27.) Também não faltam no caminho do líder as pedras de tropeço. Aquelas pessoas que simplesmente não gostam de nós, seja por inveja, falta de amor ao próximo ou questões pessoais conosco. Pessoas que vão criticar tudo que fizermos e que darão para trás quando precisarmos delas. Pessoas que torcerão pela nossa queda. Infelizmente mesmo no meio cristão isso existe.

Mas Jesus disse: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.” (Mt 5.44.)

A reação de Saul a essa atitude tão mesquinha foi impressionante: “porém ele se fez como surdo.” Isso é um princípio inquestionável de conduta para seguirmos. Quem nos defende é sempre o Senhor. Foi Ele quem nos chamou, nos capacitou e nos estabeleceu. Enquanto formos ungidos de Deus e nos mantivermos ligados intimamente a Ele, obedientes a cada orientação e ordenança dele, nada poderá nos destruir. Não devemos alimentar sentimentos de rancor, pois nossa luta é contra o diabo, sempre (Ef 6.12), nunca contra as pessoas em si. O silêncio do homem dá lugar à justificação de Deus.

Como pudemos observar, estar na posição de liderança envolve muitos fatores além do prazer de liderar. E em todo tempo esses três tipos de pessoas estarão por perto: os bajuladores, os “cri-cris” e os amigos fiéis ali no meio, apaziguando tudo e dando suporte. O elogio não deve nos inflar e o ataque não deve nos deprimir. A cada dia nosso coração precisa estar ligado à pessoa de Jesus e nossa visão focada nele. E quanto aos amigos, veja bem, o texto diz que Deus tocou em seus corações. O apoio humano confiável será sempre mínimo e ainda assim, nascerá de um toque sobrenatural de Deus. Ou seja, é Ele nos apoiando através dessas pessoas.

Por hoje ficamos assim. Receba do Senhor: “Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome.” (Sl 91.14.)
Carinhosamente em Cristo,

::Thais Monteiro Brum
Líder de Louvor e Adoração na Igreja Metodista em São Pedro de Alcântara – Pádua/RJthaisapaixonadaporjesus@yahoo.com.br
www.gerandoossonhosdedeus.myblog.com.br

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