Jardineiro fantasma?

             











Jesus Cristo, um nome mudialmente conhecido. Uma personalidade que, de tão marcante, divide o mundo entre cristãos e não-cristãos.
Biblicamente há outros nomes atribuídos também para Jesus, como Emanuel, por exemplo. O profeta Isaías proclama ainda uma outra lista de nomes: Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da Eternidade, Prícipe da Paz. (Isaías 9.6).
Poderíamos listar ainda outros nomes mais. Porém, seríamos capaz de reconhecer Jesus?
Pensemos numa situação, bem cotidiana: algumas vezes somos surpreendidos em algum lugar com presença de alguém famoso, que estamos acostumados a ver na televisão. Pode ser num restaurante, num shopping, no saguão do aeroporto ou até no meio da rua. E aí temos uma certa dificuldade de reconhecer a pessoa, fora da telinha, sem a preparação normal que recebem para filmarem, agindo com pessoas como nós. Há quem custe a acreditar…
Por algumas vezes Jesus também não foi reconhecido. E o mais intrigante é que não foi reconhecido por pessoas muito amigas dEle.  No evangelho de Mateus lemos:
“Os discípulos, porém, ao vê-lo andando sobre o mar, assustaram-se e disseram: É um fantasma. E gritaram de medo.” (Mt 14.26)
E no evangelho de João lemos: “Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, julgando que fosse o jardineiro, respondeu-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei”. (Jo 20.15)
Em ambos os casos as circustâncias “cegaram” essas pessoas. Os dicípulos estavam aterrorizados, com medo de morrerem naufragando. Maria estava profundamente triste pela morte de Jesus, e revoltada com o sumiço do corpo dele. E era a segunda vez que Jesus fazia a mesma pergunta: “Mulher, por que choras?”
As respostas de Jesus foram sublimes, a narrativa de João 20 continua em seu verso 27: “Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais”
Jesus acalmou o vento e o coração dos discípulos.
No episódio de Maria Jesus apenas pronunciou seu nome, e ela imediatamente o reconheceu.
Há algo em nossas vidas que esteja nos impedindo de reconhecermos o Senhor ao nosso lado? Os temores de nossa vida fazem-nos ver de forma embaçada, confundindo a glória do nosso Salvador com espectros frutos de nossa imaginação? Ele está tão próximo de nós e não temos ciência disso?
Maria foi procurá-lo, e esperava encontrar Seu corpo, mas Ele apareceu ressurreto.
Quem sabe não temos procurado o Senhor da forma errada, querendo encontrá-Lo da forma que melhor nos parecer, por vezes sem crer que é Ele quem define o andar da história, que não está preso aos padrões do tempo e espaço; e que Ele não se limita apenas ao que conseguimos entender?
Dois outros dicípulos estiveram ainda por mais tempo com o Jesus ressureto e não o reconheceram. O capítulo 24 do evangelho de Lucas narra essa história:
“Nesse mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia chamada Emaús, que distava de Jerusalém sessenta estádios, e iam comentando entre si tudo aquilo que havia sucedido. Enquanto assim comentavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou, e ia com eles; mas os olhos deles estavam como que fechados, de sorte que não o reconheceram.” (Lc 24.13-16).
Eles falavam justamente sobre a notícia da ressurreição de Jesus, e como o próprio Jesus havia predito que assim aconteceria. Os três andaram por quilômetros conversando, e não O reconheceram. Apenas quando Ele partiu o pão foi que “a ficha caiu”!
“E disseram um para o outro: Porventura não se nos abrasava o coração, quando pelo caminho nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lc 24.32)
Pode acontecer de estarmos tão envolvidos com os assuntos eclesiásticos, a vida na nossa igreja, que o próprio Senhor tem sido negligenciado por nossas atenções. Ele está o tempo todo ao nosso lado, estamos em contato direto com Seus ensinos, e esses nos incomodam para voltarmos ao primeiro amor, como deveria acontecer com a igreja de Éfeso, no livro de Apocalipse. Isso é, não esquecer do principal motivo de nos ocuparmos com as coisas do Senhor: Ele próprio.
Não devemos deixar que as circustâncias da vida, que nossos temores, que nossos anseios e até que nossa devoção exarcebada nos impeçam de reconhecer o nosso único e amado Salvador e Senhor em nossas vidas.


Enos Moura Filho
Fonte: Providência Online



*Enos Moura Filho é Presbítero
na 1° I.P. de Guarulhos-SP
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